Mapeamento Tecnológico

Indicadores e dados relacionados ao mapeamento e desenvolvimento de tecnologias nacionais no setor espacial brasileiro.

Tecnologias e produtos espaciais passam por um extenso processo de desenvolvimento e certificação, caracterizado pela exigência de testes e confiabilidade, antes que possam entrar em operação. Normalmente, esse processo cognitivo se inicia em universidades, institutos e empresas privadas, em diferentes fases do desenvolvimento, de acordo com suas respectivas capacidades técnicas e financeiras. Devido ao grande número de instituições e pesquisadores envolvidos em incontáveis projetos de P&D, é um desafio obter conhecimento sobre quais tecnologias e sistemas estão em desenvolvimento, onde eles estão sendo desenvolvidos e em qual fase de maturidade tecnológica se encontram. Diante desse desafio, o projeto MapTec foi desenvolvido para ampliar a consciência sobre o desenvolvimento nacional de tecnologias espaciais.

 

MapTec: o que é?

 MapTec é um projeto de mapeamento de tecnologias espaciais brasileiras que objetiva criar um banco de dados da tecnologia espacial nacional com material prospectado de diversas fontes. Essas informações serão consolidadas em um banco de dados. Atualmente, o projeto está em fase de identificação e classificação de tecnologias. Nessa fase são mapeadas informações referentes a: publicações e documentos técnicos, como artigos e patentes; dados de capacitação de recursos humanos; dados temporais do desenvolvimento da tecnologia, dentre outros.

Após identificadas, as tecnologias são agrupadas de acordo com uma classificação de árvore de tecnologias, sendo que a árvore da Agência Espacial Europeia (em inglês, ESA Technology Tree) é usada como referência. Essa árvore classifica tecnologias em três níveis chamados: Domínios, Subdomínios e Grupos. São incluídas tanto tecnologias de sistemas quanto tecnologias de processos e de software, majoritariamente separadas de acordo com as suas aplicações.

No futuro, a classificação será feita segundo uma árvore de tecnologias nacionais, adequada às necessidades do Programa Espacial Brasileiro.

 

Detalhamento da Avaliação da Maturidade Tecnológica

O desenvolvimento de uma tecnologia espacial passa por um longo processo evolutivo marcado por diversas fases que determinam a sua maturidade tecnológica. A metodologia de avaliação da maturidade tecnológica dependerá do tipo de tecnologia a ser avaliada, que pode ser um sistema, um processo ou um software.  Abaixo descrevem-se algumas ferramentas (na forma de índices de maturidade) que farão parte do MapTec:    

  • Índice de Maturação Tecnológica (IMATEC): uma ferramenta desenvolvida pela AEB, equivalente ao Technology Readiness Level (TRL). Esse recurso permite ao usuário descrever a maturidade de sua tecnologia no seu ciclo tecnológico por meio de uma escala de nove níveis, que vão desde IMATEC 1, para os primeiros registros e idealizações da tecnologia, até IMATEC 9, para produtos validados em operação no ambiente real. O IMATEC é principalmente voltado à análise de sistemas e componentes, não sendo aplicável para classificar a maturidade tecnológica de processos e softwares. A ferramenta online está disponível no link:

 http://imatec.aeb.gov.br/#/home

A ferramenta que gera localmente um relatório completo do sistema para o usuário.

 

Critérios

 

  • Manufacturing Readiness Level (MRL): De forma similar ao IMATEC, o índice MRL descreve a maturidade de um processo de produção por meio de uma escala de 10 níveis. Normalmente, uma avaliação de MRL pode estar atrelada a outra de IMATEC e ser limitada a ela. Processos produtivos estão relacionados ao desenvolvimento de um produto, e as diferentes etapas da produção somente podem ser definidas com mais precisão depois da maturação dos requisitos da linha de produção. Entretanto, o MRL não se refere somente a processos produtivos, avaliando também processos de montagem, de tratamento de materiais e superfícies, de armazenamento, dentre outros.
  • Software Readiness Level (STRL): Esse índice descreve a maturidade de um software por meio de uma escala de nove níveis, que vão desde STRL 1, para a fase inicial de concepção, até STRL 9, para um programa estável e em operação. O software analisado pode estar atrelado a um sistema, como o próprio Hardware em que opera, que terá sua própria classificação de IMATEC.
  • Integration Readiness Level (IRL) e System Readiness Level (SRL): São avaliações mais avançadas que buscam descrever o nível de integração entre subsistemas e componentes de um sistema maior e a maturidade dele, considerada a interação entre as suas partes. O IRL é classificado em uma escala de nove níveis para cada uma das interfaces entre os componentes do sistema. Após a classificação de todos os IRL, o SRL do sistema é calculado por uma matriz que inclui o IRL de cada componente e seus respectivos níveis de maturidade tecnológica.

 

 Quais são os próximos passos do projeto?

 A AEB em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria vem desenvolvendo um sistema integrado com banco de dados para identificar, cadastrar, classificar, avaliar e validar as tecnologias espaciais (https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias/tecnologias-espaciais-nacionais-maptec). A iniciativa permitirá um fluxo dinâmico de informações tecnológicas desde o momento do cadastro da tecnologia até a validação de suas métricas de maturidade.

Em outra parceria, a AEB e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) utilizarão bancos de patentes nacionais e internacionais para identificação de tecnologias de interesse para o Programa Espacial Brasileiro (https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-e-aeb-promovem-parceria-para-levantamento-de-patentes-da-area-espacial). Esse levantamento permitirá o cadastro de tecnologias mais madura no sistema que posteriormente serão avaliadas e validadas pelo MapTec

Alguns dos próximos passos do MapTec são:

  1. Continuar o mapeamento de tecnologias para avaliação e validação por meio da avaliação de maturidade tecnológica associadas a sistemas, processos e softwares.
  2. Encontrar correlações entre tecnologias,
  3. Estudar a dinâmica das colaborações e contribuir para a tomada de decisão de investimento governamental.

Para a realização do mapeamento contínuo de tecnologias, cadastros provisórios foram desenvolvidos na forma dos formulários:

 

Acesse:  

 

 

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